Bela vista
Sentir alguém a menos de cinco centímetros de nós é muito bom. Estar com alguém num local bonito num fim de tarde ensolarada de Verão também é muito bom. Deliciar-se, ao lado de alguém, com uma paisagem deslumbrante sobre uma grande metrópole, é igualmente muito bom. Quase tudo é perfeito. Para o cenário não ter falhas, faltaria apenas que os nossos braços envolvessem, carinhosamente claro está, o alguém que está a cinco centímetros de nós a olhar para ponto incerto. Só isso. Apenas e somente isso. Sem palavras, quantas vezes desnecessárias. Sem olhares, até. Tão somente aquilo que vulgarmente se poderia chamar de... abraço. Se uma imagem vale mais que mil palavras, então um gesto carinhoso vale por mil imagens.
Tudo isto para o cenário ser perfeito. Mas para alcançar esse patamar, seria preciso atrevimento. Um atrevimento porventura muito desejado de parte a parte, mas que outro sentimento qualquer simplesmente impede. Por uma questão de bom senso. Por uma questão de educação... e para que o futuro possa ser ainda mais saboroso. Cenas imperfeitas também proporcionam sonhos bonitos a imaginar o que poderia ter sido feito para tal. E assim vamos nós. Uma reticência no horizonte de telhados da vida. Sempre com o rio ali ao lado. O tal calmo e sereno rio.
Tudo isto para o cenário ser perfeito. Mas para alcançar esse patamar, seria preciso atrevimento. Um atrevimento porventura muito desejado de parte a parte, mas que outro sentimento qualquer simplesmente impede. Por uma questão de bom senso. Por uma questão de educação... e para que o futuro possa ser ainda mais saboroso. Cenas imperfeitas também proporcionam sonhos bonitos a imaginar o que poderia ter sido feito para tal. E assim vamos nós. Uma reticência no horizonte de telhados da vida. Sempre com o rio ali ao lado. O tal calmo e sereno rio.
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