O fantástico da vida é termos amigos que nos conhecem bem. Muito bem, até. Há tempos (sim, que isto começa a ficar longínquo, parecendo que não) no meio de uma conversa banal, dizia a uma amiga que tinha conversado um par de vezes com uma pessoa. Parou-me logo e, sem mais demoras, atirou-me o seu sentir à cara: aí há gato. Não havia gato nenhum, naquela altura. Motivos absolutamente nenhuns para fazer filmes. E pedi-lhe que não os fizesse. Ok, a minha amiga conhece-me bem, e sabe que eu me poderia deixar entusiasmar. Mas imaginaria ela o resto? Que algo tão pouco possível acontecesse? Se nem eu próprio tinha intenções de imaginar sequer o que aconteceu, teria ela? Conhece-me assim tão bem, ou isto estava mesmo destinado a acontecer? Será que estava mesmo previsto o céu estrelado de uma agradável noite de Verão juntar gargalhadas e mimos vocais de dois seres até então quase desconhecidos? O que caracteriza o Verão é o mês de Agosto. É o seu expoente máximo. Por isso este espaço tem o nome que tem. Porque foi em Agosto. Não sei nem julgo relevante lembrar-me do dia exacto... mas Agosto despertou paixões. Ou se não despertou, provocou sentimentos jamais pensados. Estamos a caminho de Outubro e ainda hoje... olho para trás e penso... isto aconteceu mesmo?