Fim.

Tal como tudo na vida, este blogue também chegou ao fim. Foi efémero. Tal como o Verão, que é sempre curto demais aos nossos olhos. Tal como as reticências, que inevitavelmente se transformam em pontos finais.

Obrigado às três pessoas que me leram.

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E o reverso da medalha

It's one of those conversations
We've, we've had them before
The ones that leave you empty
And wanting for more


Your eyes they tell me something
That I understand
Your eyes they hold the truth
And the truth is
You're miles away
You're miles away
You're miles away


Excuse me for my hesitation
I've met you before
Your face seems so familiar
And longing for more


Your eyes they tell me something
That I understand
Your eyes they hold the truth
And the truth is
You're miles away
You're miles away
You're miles away


With all your superstitions
And empty lines
I could be just like you
Withdrawn but alive


Life, it has its limitations
We all have our needs
Love would be the only answer
It lies underneath


Your eyes they tell me something
That I understand
Your eyes they hold the truth
And the truth is
You're miles away
You're miles away
You're miles away


You're miles away

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Foi assim

É prova de alguma hipocrisia eu dizer agora que preferia que as coisas não tivessem acontecido. É hipocrisia porque aconteceram, passei por elas, e senti-me muito bem. Mas ainda assim, é verdade que preferia que as coisas não tivessem acontecido. Eu estava a limpar a minha cabeça de incómodos recentes, estava finalmente a prever tranquilidade emocional, estava a conseguir escapar dos bichinhos que corroem por dentro. E puf. Aconteceu. Foi assim. Cruzaram-se vidas e voltou o reboliço. Voltei a sentir aquelas pulgas. Voltei a sentir ansiedade. E gostei, claro que gostei. Agora digo que gostei, mas preferia que não tivesse acontecido. É que ter que esperar por uma interminável indecisão é maçador. Se o final for feliz, terá valido a pena. Muito, mesmo. Terá sido a vitória merecida e saboreada, apesar dos obstáculos de percurso. Mas se o final não for feliz, ou não estiver à vista, então só poderá ter sido injusto. Preferia que nada tivesse acontecido pela injustiça de ter que prestar contas ao meu coração e à minha mente por algo que eu, mais do que não prever, não estava a procurar. A diferença, que faz romper com o passado, é que por agora a poesia, a sinceridade e principalmente a partilha... são os elementos que melhor definem o estado das coisas. Soa tudo bem. Parece tudo bater certo. Tudo encaixa perfeitamente. Tal como duas mãos se fundem maravilhosamente bem uma na outra. Parece tudo bater certo, oh se parece. De tanto bater, acabo por apenas conseguir ouvir um profundo e ensurdecedor silêncio. Um profundo silêncio que, porventura, só um olhar cúmplice saberá quebrar. Por tudo parecer bater certo e não bater, é que eu preferia que nada tivesse acontecido. Se o mal está feito, ou se é o bem que está feito, só Um sabe. Mas que está feito, lá isso está. Não há volta a dar, há que aceitar, e desejar que a esperança morra rápido e dê lugar à felicidade. Até lá, paciência, foi assim que tudo aconteceu.

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Ansiedade

Ontem pedia a um amigo que me incluísse nas suas orações. Por sabedoria, por discernimento... por paciência também. Tem de ser. Tem sempre de ser assim. Mas agora mais do que nunca.

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Something

Algo quando ela se move,
Atrai-me mais que em qualquer outra.
Algo que quase comove.
Não quero largá-la da mão,
Tu sabes o quanto eu não!
Algures no seu sorrir,
Leio que não preciso de outra.
Algo que ela deixa ver.
Não quero largá-la da mão,
Tu sabes o quanto eu não!
Se o meu amor vai aumentar,
Eu sei lá, eu sei lá!
Se ficares podes comprovar
Que eu sei lá, eu sei lá!
Algo nela quando sabe,
O que me passa na cabeça.
Algo nela de verdade.
Não quero largá-la da mão,
Tu sabes o quanto eu não!

Samuel Úria canta e toca os Beatles. Aqui.

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Cenários

Noite de Verão, céu estrelado, brisa mais que discreta. Um alpendre e umas escadas. Ambos poisos momentâneos de duas vidas. Separados q.b. por muitas planícies, muitos montes, muitos vales, por rios, por estradas, por cidades, por pessoas. E ainda assim, ligados durante longos e agradáveis instantes pela mão moderna do homem. Ou será pela mão de Deus?

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Isto aconteceu mesmo?

O fantástico da vida é termos amigos que nos conhecem bem. Muito bem, até. Há tempos (sim, que isto começa a ficar longínquo, parecendo que não) no meio de uma conversa banal, dizia a uma amiga que tinha conversado um par de vezes com uma pessoa. Parou-me logo e, sem mais demoras, atirou-me o seu sentir à cara: aí há gato. Não havia gato nenhum, naquela altura. Motivos absolutamente nenhuns para fazer filmes. E pedi-lhe que não os fizesse. Ok, a minha amiga conhece-me bem, e sabe que eu me poderia deixar entusiasmar. Mas imaginaria ela o resto? Que algo tão pouco possível acontecesse? Se nem eu próprio tinha intenções de imaginar sequer o que aconteceu, teria ela? Conhece-me assim tão bem, ou isto estava mesmo destinado a acontecer? Será que estava mesmo previsto o céu estrelado de uma agradável noite de Verão juntar gargalhadas e mimos vocais de dois seres até então quase desconhecidos? O que caracteriza o Verão é o mês de Agosto. É o seu expoente máximo. Por isso este espaço tem o nome que tem. Porque foi em Agosto. Não sei nem julgo relevante lembrar-me do dia exacto... mas Agosto despertou paixões. Ou se não despertou, provocou sentimentos jamais pensados. Estamos a caminho de Outubro e ainda hoje... olho para trás e penso... isto aconteceu mesmo?

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Porquê Reticências de Verão

Num texto, as reticências levam à dúvida. À incerteza do que vem a seguir e à esperança em ler algo que nos satisfaça. As reticências provocam curiosidade, por não escarrapacharem tudo de um momento para o outro. Convidam à calma, à paciência e ao deleite. Porventura são a resposta quando a única resposta espectável não está no nosso horizonte. São a resposta quando tudo o resto teima em não se juntar para afirmar categoricamente as ideias. No fundo, pôr reticências é deixar as coisas fluir e desenvolver-se por si, até que um ponto, final, de interrogação ou de exclamação se imponha.
Tudo no Verão porque a mais bela estação tem esta capacidade de provocar em nós reboliços interiores sem igual. Leva-nos a emoções fortes, à alegria, à boa disposição. No Verão tudo é bonito e contribui para o bem-estar. Sendo apenas sincero, honesto e verdadeiro, é justo dizer que foi no Verão que os sentidos se despertaram. Agora vem o Outono e as outras estações. Mas graças ao Verão, todas elas se tornam bonitas.

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Escolher a ideia certa

Perder horas de sono ou investir na construção da felicidade?

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Bela vista

Sentir alguém a menos de cinco centímetros de nós é muito bom. Estar com alguém num local bonito num fim de tarde ensolarada de Verão também é muito bom. Deliciar-se, ao lado de alguém, com uma paisagem deslumbrante sobre uma grande metrópole, é igualmente muito bom. Quase tudo é perfeito. Para o cenário não ter falhas, faltaria apenas que os nossos braços envolvessem, carinhosamente claro está, o alguém que está a cinco centímetros de nós a olhar para ponto incerto. Só isso. Apenas e somente isso. Sem palavras, quantas vezes desnecessárias. Sem olhares, até. Tão somente aquilo que vulgarmente se poderia chamar de... abraço. Se uma imagem vale mais que mil palavras, então um gesto carinhoso vale por mil imagens.
Tudo isto para o cenário ser perfeito. Mas para alcançar esse patamar, seria preciso atrevimento. Um atrevimento porventura muito desejado de parte a parte, mas que outro sentimento qualquer simplesmente impede. Por uma questão de bom senso. Por uma questão de educação... e para que o futuro possa ser ainda mais saboroso. Cenas imperfeitas também proporcionam sonhos bonitos a imaginar o que poderia ter sido feito para tal. E assim vamos nós. Uma reticência no horizonte de telhados da vida. Sempre com o rio ali ao lado. O tal calmo e sereno rio.

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